O centenário de nascimento de Jorge Amado representa uma oportunidade para redescobrir a importância deste autor no cenário das artes e da cultura brasileira. Para a juventude, Jorge Amado pode representar um ícone distante, mesmo que seus textos sejam tão ricos e vivos no dia a dia dos brasileiros, em especial baianos. Esta aproximação é vital para que os jovens possam descobrir como a sua história foi, e é, tão bem representada nos textos deste baiano.
O espetáculo Berro D’água mantém a ironia a leveza e a graça do romance que inspirou seu enredo: A morte e a morte de Quinas Berro D’água de Jorge Amado. A adaptação, feita por Ulisses Prudente, acentua ainda mais o tom popular do texto agora transformado num poema de cordel. Sob o olhar de Jorge Batista, diretor da peça, a montagem transparece a força dionisíaca, expressa na vitalidade, entusiasmo, irreverência e encantamento dos personagens- bêbados, vagabundos, prostitutas, capoeiristas- empenhados na celebração da vida e da própria morte, e, principalmente, na transgressão dos valores político-sociais da classe dominante para afirmação dos valores populares, através da festa, da embriaguez, da fantasia e do sonho.
Uma noite idílica cheia de mistério, encantamento, vida, alegria, sons, cores, movimento… tudo completamente imprevisível.
Com texto de Jorge Amado ( A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água), adaptação de Ulisses Prudente, Direção de Jorge Batista, a peça conta com o elenco de Daniel Prudente, Catherine Santana, Lucas Oliveira e Silvia Smith.
Neste sábado (11) e Domingo (12), sempre as 20 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, entradas a R$ 20 inteira e R$ 10 meia.